SÍNDROME DE BURNOUT E OS PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE

síndrome de burnout afeta médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem

Os casos de Síndrome de Burnout no ambiente de trabalho já estavam crescendo e, com a pandemia do novo coronavírus, a situação piorou. Profissionais de todas as áreas precisaram se adaptar ao home office, aprender sem treino uma nova rotina e entregar mais resultados à empresa. Tudo isso em meio a uma crise severa, correndo risco de demissão e com o salário reduzido. Porém, os mais afetados são aqueles que continuaram frequentando o local de trabalho: médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

A PEBMED, empresa que desenvolve aplicativos e sistemas para a área médica, acaba de divulgar uma pesquisa feita com profissionais de saúde de todo o Brasil. Entre os dias 26 de junho e 6 de julho, foram ouvidos 3.613 médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que estão na linha de frente do combate à COVID-19. 83% deles declararam ter sintomas que se encaixam na Síndrome de Burnout.

Síndrome de Burnout no ambiente de trabalho: o que os médicos dizem?

Os profissionais de saúde que responderam à pesquisa relataram situações de confusão mental e desorientação, após horas trabalhando em situações de emergência. É plantão atrás de plantão com poucas horas de descanso físico.

Os entrevistados contaram que acabam se esquecendo de beber água e de se alimentar durante o trabalho, porque não há tempo para pensar em si mesmo na pandemia, já que os pacientes graves continuam chegando.

A Síndrome de Burnout no ambiente de trabalho, de acordo com a pesquisa, é mais comum na rede de saúde pública do que na privada, porque os equipamentos disponíveis são piores ou insuficientes para atender tantos casos urgentes.

É mais frequente em mulheres do que em homens.

E acomete mais os jovens do que os profissionais experientes, já acostumados a lidar com situações difíceis. 

O que provoca essa doença?

A Síndrome de Burnout é causada por estafa física e mental. É uma doença relacionada às pressões e dificuldades enfrentadas no ambiente de trabalho, como excesso de tarefas, prazos curtos, cobranças infundadas  e situações de assédio moral.

De acordo com um ranking divulgado pela International Stress Management Association, o Brasil é o segundo país mais estressado do mundo, atrás do Japão. 32% dos brasileiros já sofreram com a Síndrome de Burnout.

Outra pesquisa, feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostra que, em níveis de intensidade diferentes, do mais leve ao mais pesado, o estresse atinge 90% da população do planeta, sendo uma das doenças mais perigosas e comuns da nossa época.

Síndrome de Burnout: quais são os sintomas?

Os sintomas mais frequentes da Síndrome de Burnout são cansaço excessivo, tanto físico quanto mental. Os doentes também costumam estar sempre com dor de cabeça, que até vai embora após o uso de algum medicação, mas logo retorna.

Insônia, insegurança, negatividade constante, dores musculares, alteração nos batimentos cardíacos e dificuldade de concentração são outros sintomas comuns da doença.

Na Síndrome de Burnout sintomas como insônia, insegurança, negatividade constante, dores musculares, alteração nos batimentos cardíacos e dificuldade de concentração são  os mais comuns.

Síndrome de Burnout é classificada como uma das doenças mais graves

A Síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento social, é tão grave que, a partir de 2022, será inserida na  Classificação Internacional de Doenças (CID-11). A CID é uma das principais ferramentas epidemiológicas do cotidiano médico, que monitora a incidência e a prevalência de doenças por meio de uma padronização universal.

E voltando aos profissionais de saúde brasileiros, o aumento da Síndrome de Burnout no ambiente de trabalho também foi constatado por uma pesquisa da Associação Paulista de Medicina (APM), que ouviu 1.984 médicos em todo o país. Veja os dados revelados pelo estudo:

– 69% dos profissionais manifestaram ansiedade;

– 63,5% relataram sofrer com estresse;

– 49% tiveram exaustão emocional ;

– 76% atendem, durante a pandemia, mais de 20 pacientes por dia.

Talvez o resultado mais chocante seja que 72% dos entrevistados admitiram que não possuem pleno conhecimento da pandemia e trabalham, muitas vezes, “no escuro”. Imagine o drama de estar na linha de frente do combate à doença sem ter 100% das informações, presenciando tantas mortes, inclusive de colegas de trabalho que foram contaminados pelos pacientes.

Qual é a responsabilidade da empresa?

Os hospitais – e as empresas em geral – têm responsabilidade direta sobre a Síndrome de Burnout no ambiente de trabalho. Cabe ao empregador identificar sinais de esgotamento e oferecer total apoio para que o funcionário consiga se recuperar.

A Síndrome de Burnout integra o rol de doenças ocupacionais, ou seja, desenvolvidas em razão das atividades profissionais. Ela pode ser comparada a um acidente de trabalho.

Após comprovação da doença por uma perícia médica, o funcionário tem direito a se afastar do trabalho para fazer um tratamento e se recuperar. Nos primeiros 15 dias, seu salário deve ser pago pelo empregador. Depois, ele passa a receber do INSS o auxílio-doença acidentário. E quando conseguir retornar às atividades laborais, terá direito à estabilidade no emprego por 12 meses.

A omissão da empresa nesses casos pode gerar um passivo trabalhista, caso o trabalhador decida processaro empregador por causa da Síndrome de Burnout, que surgiu justamente em razão das situações enfrentadas no ambiente de trabalho. Na ação judicial, o trabalhador pode requerer indenização como forma de ressarcimento de todos os gastos com o tratamento, além de compensar os danos morais.

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O Custódio Lima Advogados Associados é um escritório de advocacia trabalhista e empresarial com 30 anos de experiência. Temos atuado em dezenas de casos de Síndrome de Burnout, especialmente após o começo da pandemia, em todo o Brasil.

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